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Sexta, 11 Agosto 2017 23:25

Uma doce forma de empreender Destaque

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O protagonismo juvenil tem me encantado com mais intensidade nos últimos tempos. Ver e até participar da concretização de projetos de pessoas com idade muito tenra tem sido gratificante e motivador num país em que a realidade econômica, na mais otimista das visões, ainda deve demorar para se ajustar, pois dizer que os componentes que envolvem o contexto financeiro brasileiro vão se equilibrar de forma definitiva pode ser uma ilusão sem tamanho. Porém, felizmente, no que depende da força de quem leva esse País adiante encontramos exemplos que fazem acreditar que a maior contribuição desse ajuste da economia virá, literalmente, das mãos habilidosas de quem não se acomoda com os rumos que as coisas estão tomando diante de nossos olhos.

Pois bem, se a característica mais comum de demonstrar força está justamente nas mãos, elas são bastante utilizadas há cerca de um ano pelo João Paulo e o Pedro Lucas que, apesar de alguma semelhança na sonoridade dos nomes, só tem em comum a inquietude dos seus 19 e 20 anos, respectivamente, e o sonho de fazer negócio, esse que chegou até mim há poucos dias em forma de doce, tão agradável ao paladar de quem é amante de sal como eu, que logo quis saber a origem do produto artesanalmente delicioso e embalado com uma qualidade de dar gosto.

Amigos desde o ensino médio, os jovens, acadêmicos de Direito e Engenharia Elétrica, sem ter como trabalhar num emprego formal e conciliar os estudos, se arriscaram a entrar no mercado de trabalho pela produção de alfajor*. Assim como faltava experiência no mercado, na cozinha também não foi diferente; teve mãe entrando junto para dar o pontapé no negócio dos meninos. Mas foco e disciplina transformam qualquer falta de jeito em habilidade e hoje os dois trabalham sozinhos. A produção inicial de 150 doces já se transformou em 500 unidades por semana.

Entre planilhas de lucros e despesas analisadas semanalmente, livros da faculdade, tempo dividido entre produção e vendas entregues numa motocicleta, o João Paulo e o Pedro Lucas vão garantindo seus lucros, imprimindo seus nomes no mercado e, principalmente, ajudando a escrever um novo cenário econômico para o futuro do País. Inspire-se!

*Em castelhano "alfajor" [alfa'xor]. É um doce tradicional da Espanha, Argentina, Chile, Peru, Uruguai e outros países ibero-americanos, O nome vem do árabe al hasu e significa recheado.

Cheila Naves

Cheila Naves

Mãe de três filhas, Cristã, Professora do IFTO, Empresaria de uma academia exclusivamente feminina. Foi a primeira coordenadora do projeto social internacional Brasil - Canadá, que trabalhava com mulheres em estado de vulnerabilidade.

www.colunaviptocantins.com.br/cheila-naves

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