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Terça, 15 Agosto 2017 21:56

Onde está sua beleza?

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Trabalhar proporcionando o bem-estar das pessoas é algo que está acima de qualquer quantia monetária. Obviamente, paga-se pelo serviço prestado, afinal profissionais investiram tempo e dinheiro para saber como alcançar a meta desejada pelo cliente/paciente. Mas recompensa mesmo, a gente tem é na expressão de satisfação quando esses objetivos são atingidos. E nessa rotina de acompanhar a evolução ou o desabrochar da beleza de pessoas de várias idades, como gestora de uma academia, paira por meus pensamentos a seguinte questão: Qual é o tipo de aparência que realmente cada um quer?

Facilmente, o que vemos na internet, televisão ou qualquer outro meio de comunicação nos influencia na referência do belo. E não é necessário pesquisa para comprovar essa afirmação, basta um clique nas redes sociais de blogueiras fitness e ver a quantidade de seguidores que elas tem. Os números passam com folga dos milhões nos perfis mais famosos. No entanto, o biotipo das musas do instagram é apenas o padrão atual de beleza.

Num breve passeio pela história é possível perceber como tais padrões estão intimamente ligados aos significados de cada período, a saber pela escultura da Vênus de Willendorf, datada de 28 mil anos que retrata a figura feminina bem longe do que conhecemos ser um corpo harmonioso. Muito tempo mais tarde e com não menos modificações em curtos períodos, já em 1450 o corpo virou uma fonte de estudos para a matemática e vem a fase dos artistas da anatomia do Renascimento. Da Vinci foi um deles.

Tem-se a protuberância da Vênus de Botticelli, as esculturas que remetem à perfeição da criação divina como Davi, de Michelangelo; a introdução do fisiculturismo já iniciando a era de exibição de músculos nos idos de 1900, passando pela fartura dos seios e quadris das estrelas de Hollywood da década de 40. Vinte anos depois, a top model Twiggy ditava nas passarelas os cabelos curtos e a ausência de curvas num corpo magro até chegar a Jane Fonda e suas fitas cassetes com aulas de ginástica, nos anos 80, seguida pela conhecida Era das Supermodelos, altas, magras e com curvas na medida, a exemplo de Cindy Crawford e Naomi Campbell. E, enfim, chegamos ao padrão do bumbum na nuca e próteses de silicone onde mais se quiser avantajar.

Veja que desde a mulher paleolítica com a Vênus de Willendorf às jovens de hoje que se espelham na Gabriela Pugliesi, persegue-se uma referência de beleza. Há algo errado nisso? Nada! Apenas o fato de não se compreender, muitas vezes, que padrões são temporais e, assim, passam. Sendo um dos significados de beleza a expressão própria de belo, faz-se necessário que, antes, cada um a encontre dentro de si. Onde está a sua beleza?

Última modificação em Sexta, 25 Agosto 2017 21:09
Cheila Naves

Mãe de três filhas, Cristã, Professora do IFTO, Empresaria de uma academia exclusivamente feminina. Foi a primeira coordenadora do projeto social internacional Brasil - Canadá, que trabalhava com mulheres em estado de vulnerabilidade.

www.colunaviptocantins.com.br/cheila-naves
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